Aqui neste exato momento sentado no sofá, assistindo ao jogo da Nova Zelândia contra Tonga pela abertura da RWC 2011 eu me sinto feliz.
E só.
E por que me sinto assim? Sinceramente, não sei.
Acontece tanta coisa com a gente, sabe... Que quando acontece alguma coisa boa quase não acreditamos nela. E essa coisa boa aconteceu comigo.
Começou com um pique-esconde e hoje é um pega-pega.
Agradeço por isso e pela grata surpresa que é cada dia a dia. E também por todas as alegrias, problemas, viagens, atrasos, partidas e chegadas.
Agradeço imensamente por tudo isso e por tudo aquilo que ainda há por vir.
Talvez seja por isso que eu esteja feliz sem saber ao certo o motivo.
09 setembro, 2011
26 junho, 2011
Guilty
Em 2 semanas de convivência eu cheguei a uma conclusão: é preciso muito mais do que amor.
É preciso cumplicidade. Sem ela os planos e projetos pensados não dão certo. Um sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só, não?
É preciso autodeboche. Sem ele não há as risadas bobas de atitudes ainda mais bobas, mas oriundas de uma imaginação fértil sem igual e que muitas vezes só você e e outra pessoa entende, mas que já é o bastante.
É preciso loucura. Um pouco dela não faz mal, não é?
É preciso cuidado. Com aquilo que se faz, com aquilo que se diz e com a maneira que se diz. O cuidado com o outro é fundamental e reflete o carinho.
É preciso perdoar. Sem ouvir o outro, sem entendê-lo e sem que você possa se explicar é extremamente difícil tomar uma decisão, por mais que ela possa parecer a mais acertada naquele momento.
É preciso admirar, mutuamente. Admirar as coisas cotidianas, as pequenas coisas que preenchem as 24 horas do dia, os jeitos, as formas, os modos, as manias. Sem admiração não há tesão que resista!
É preciso também alguns segredos e alguns mistérios. Esses falam por si.
Pratiquei isso tudo nessas 2 semanas.
19 março, 2011
Pontualidade
Faz calor, depois faz frio. Aquela bagunça.
Tu sai de casa com o sol brilhando, bonito e quente, logo cedo.
Depois do almoço fica tudo cinza.
E no meio da tarde esfria e chove. E muito.
E aí, morando em São Paulo,tu nunca sabe qual a melhor roupa, se leva ou não o guarda-chuva e etc. E, acima de tudo, quanto tempo vai demorar pra chegar em casa atravessando a cidade com o trânsito parado.
Uma coisa é certa: esse ano ele está sendo pontual.
Com vocês, o outono.
13 março, 2011
Arrival and Departure
Chegou. E, 5 dias depois, se foi.
Às vezes eu acho tudo muito rápido e queria fazer mais. Ir a mais lugares, comer em mais restaurantes, ver mais exposições, assistir mais filmes.
Nem sempre dá. Nosso tempo é curto para gastarmos com "supérfluos". Mas dessa vez comemos, compramos, dançamos e "nadamos", todos exageros nossos muito gostosos.
O que me conforta é vê-la, senti-la, abracá-la, apertá-la e beijá-la, muito.
Quando o fim, inevitável, chega não há mais o que fazer a não ser se despedir e se armar de coragem e amor para enfrentar o período de ausência.
Ela se vai. E é nessa hora que vejo a cena que me deixa sem palavras:
De longe, vindo ou indo, eu a vejo sorrir um sorriso lindo com aqueles pequenos olhos expressivos.
27 fevereiro, 2011
Ain't no sunshine
Ain't no sunshine when she's gone
It's not warm when she's away
Ain't no sunshine when she's gone
And she always gone too long anytime she goes away
25 fevereiro, 2011
Deste jeito
Assim, deste jeito.
No início eu estava indeciso, mas animado. Já tinha visto aquele filme? Ah já, com certeza já...
Mas foi preciso muita coragem. Coragem para botar a cabeça fora da linha d'água, respirar, decidir e entrar novamente de cabeça.
Com isso, consegui te enxergar do jeito que és.
Subtrai o retoque nas fotografias (se é que houve algum), a maquiagem, os melhores ângulos daquelas fotos, a voz sedutora, o andar provocante, as roupas chiques, o cheiro do perfume...
Somei a impulsividade, a tagarelice, as manias, o despertar desatento, os poros e os defeitos.
Aí sim, me decidi.
E aqui estou. Até o dia em que você disser "Saia, por favor".
No início eu estava indeciso, mas animado. Já tinha visto aquele filme? Ah já, com certeza já...
Mas foi preciso muita coragem. Coragem para botar a cabeça fora da linha d'água, respirar, decidir e entrar novamente de cabeça.
Com isso, consegui te enxergar do jeito que és.
Subtrai o retoque nas fotografias (se é que houve algum), a maquiagem, os melhores ângulos daquelas fotos, a voz sedutora, o andar provocante, as roupas chiques, o cheiro do perfume...
Somei a impulsividade, a tagarelice, as manias, o despertar desatento, os poros e os defeitos.
Aí sim, me decidi.
E aqui estou. Até o dia em que você disser "Saia, por favor".
19 novembro, 2010
Carta de José a José
Eu te digo, José: por esta carta
Não garanto mentira nem verdade:
O que de mim não sei sempre me aparta
Da franqueza de ser e da vontade.
São cobiças inúteis, vãos desgostos,
São braços levantados e caídos,
São rugas que cortam os cem rostos
Da comédia e do jogo repetidos.
Desse lado da mesa, ou desse espelho,
Vais seguindo as palavras invertidas:
Assim verás melhor se, quanto, valho
Ao revés dos sinais e das medidas.
(Correm águas geladas no meu rio.
E roucos cantos de aves, derivando
Por silêncio frustrado e calafrio,
Vão manhã doutro dia recordando.)
Cai a chuva do céu, e não te molha,
Está a noite entre nós, e não te cega.
Não sorrias, José: à tua escolha
O que nos sobra de alma se me nega.
Desse lado da mesa, onde me acusas.
Te levantas. A marca do teu pé,
Na soleira da porta que recusas,
Fecha de vez a carta inacabada.
Tua sombra pisada, teu amigo — José.
(José Saramago)
Não garanto mentira nem verdade:
O que de mim não sei sempre me aparta
Da franqueza de ser e da vontade.
São cobiças inúteis, vãos desgostos,
São braços levantados e caídos,
São rugas que cortam os cem rostos
Da comédia e do jogo repetidos.
Desse lado da mesa, ou desse espelho,
Vais seguindo as palavras invertidas:
Assim verás melhor se, quanto, valho
Ao revés dos sinais e das medidas.
(Correm águas geladas no meu rio.
E roucos cantos de aves, derivando
Por silêncio frustrado e calafrio,
Vão manhã doutro dia recordando.)
Cai a chuva do céu, e não te molha,
Está a noite entre nós, e não te cega.
Não sorrias, José: à tua escolha
O que nos sobra de alma se me nega.
Desse lado da mesa, onde me acusas.
Te levantas. A marca do teu pé,
Na soleira da porta que recusas,
Fecha de vez a carta inacabada.
Tua sombra pisada, teu amigo — José.
(José Saramago)
16 novembro, 2010
Questão de Palavras
Ponho palavras mortas no papel,
Tal os selos lambidos doutras línguas
Ou insectos varados de surpresa
Pelo rigor impessoal dos alfinetes.
De palavras assim arrematadas
Encho palcos de pasmo e de bocejo:
Entre as portas me mostro, agaloado,
A passar flores secas por bilhetes.
Quem pudera saber de que maneira
As palavras são rosas na roseira.
(José Saramago)
Tal os selos lambidos doutras línguas
Ou insectos varados de surpresa
Pelo rigor impessoal dos alfinetes.
De palavras assim arrematadas
Encho palcos de pasmo e de bocejo:
Entre as portas me mostro, agaloado,
A passar flores secas por bilhetes.
Quem pudera saber de que maneira
As palavras são rosas na roseira.
(José Saramago)
06 novembro, 2010
Alquimista
Não é aquele do Paulo Coelho não, pombas! O alquimista da história sou eu mesmo. E não é aquele alquimista que busca descobrir o elixir da imortalidade ou então que se utiliza da tal pedra filosofal.
Minha alquimia é culinária, em sentido lato.
Não sei precisar o motivo que me levou a gostar de cozinhar e tudo o que envolve esse ato, mas me arrisco a dizer que foi a educação que tive e as mulheres ao meu redor. Criado numa casa com 3 mulheres e passando grande parte dos domingos e dias santos junto delas e de uma dúzia de tias e primas não tinha como não ficar às voltas com o mundo culinário (e com o mundo feminino, o que me leva a entendê-las, mas isso fica pra uma próxima ocasião).
Cheirar, balançar, provar, escolher, comprar, cortar, temperar, bater, mexer, enfeitar e servir. Cozinhar é isso tudo. A união desses atos fascinantes é pura alquimia!
Ou não?
Dessa alquimia se faz o amor, as risadas e outras tantas boas coisas. Sentimentos e alimentos misturando-se uns aos outros.
É preciso muita sensibilidade e paciência.
E tenho sorte de estar acompanhado por quem admire e entenda essa minha alquimia, sem que me torne subverniente. Assim como eu sei que ela também gosta de se meter a alquimista às vezes (o que faz com muitíssima propriedade!).
E, confesso, não vejo a hora de "inaugurar" a cozinha do apartamento. Que, de antemão, já reclamei como sendo território meu.
Aí sim, a felicidade vai ser geral!
06 setembro, 2010
A tua dúvida
Por vezes, já me vi sendo questionado por você a respeito de algo bastante peculiar, deveras sui generis: O que fazer comigo?
Ora, mas como assim?
É simples... Não faça nada comigo. Nada diferente do que tem feito e, ao mesmo, tempo faça tudo comigo.
Me tire do sério uma vez ao mês, me faça um louco bobo. Toque em mim, mas muito, e principalmente nos cabelos, para bagunçá-los. Ria o teu riso lindo e jamais me tire ele, cujo sem o qual eu morreria (licença poética, caro Neruda). Faça aquela cara que só você sabe fazer (sim, a do pescoço, essa mesma!) e que só eu e você sabemos e entendemos o que é. Me faça sentir saudades suas, seja morando aqui ou ai. Me fale da Sprintcup, da Nationwide ou da Nascar Series como se eu sempre estivesse por dentro de tudo. Continue sabendo tudo dos outros esportes enquanto eu vou procurar saber quando meu time joga contra o seu e qual a posição deles no campeonato. Me deixe jogar rugby, mesmo que seja pra voltar para casa reclamando das dores pelo corpor e do joelho esfolado. Brigue comigo quando eu estiver dirigindo rápido demais sem motivo para tanto. Me deixa ficar programando os passeios que você tanto já fez e que eu tanto quero fazer. Conte-me histórias que me façam rir. Acredite nas muitas verdades que eu te digo e nas poucas mentiras também, elas são sempre por uma boa causa. Respeite meu choro (nas poucas vezes que isso acontecer). Me deixe só, mas volte quando eu te chamar. Não me "obedeça" sempre, porque eu bem gosto quando você me contraria. Seja um pouco caseira e um pouco da vida. Não ligue para as besteiras que eu por vezes falo. Seja abusada e assanhada comigo. Me deixe nervoso e inquieto. Deixe que eu levo o cachorro para passear e o lixo pra fora. Seja pateta, impulsiva e emotiva e não tenha vergonha ou se sinta culpada por isso.
No final de tudo, mas lá no final mesmo, se nada disso funcionar... deixe tudo de lado e me ame. Simples assim.
Respondido?
24 julho, 2010
Com, para e por
Eu já (dentre outras muitas coisas):
Te guiei, falando contigo ao celular, pelo aeroporto para que você pudesse me achar. (Não, não era pique - esconde ou aquela brincadeira “tá quente, tá frio”);
Peguei avião, despachei bagagem no porão a contragosto, sacolejei uma noite inteira num ônibus, aguentei mau humor de atendente de locadora de veículo;
Dirigi debaixo de chuva torrencial ou então sob um calor infernal numa sauna prata da marca Chevrolet por intermináveis 6 horas com a tia (Tia Marta, adoro você!) falando pelo cotovelos;
Conheci o sogro (que já é meu aliado), a sogra (que me adora), o filho canino (que às vezes não me reconhece e late p/ mim), os irmãos, as cunhadas, as sobrinhas e o sobrinho;
Comi o churrasco feito pelo irmão ciumento, cai no conto-do-vigário do irmão preguiçoso;
Comi fatuche porque nunca tinha experimentado, pastel tarde da noite só porque você o tinha feito, não comi a muqueca do Curuca por motivos até hoje incertos, comi filé ao molho madeira quando o carro-chefe do restaurante era bacalhau, comi pizza marguerita insossa e comi o seu pastel de metro porque você não agüentou comê-lo;
Fui à Guarapari, ao Maracanã, à Botafogo, à Urca, ao Flamengo e conheci Castelo, Domingos Martins, Marechal Floriano, Cachoeiro do Itapemirim, São José das Torres, Iconha e uns tantos outros povoados fluminenses e capixabas. Mas, não fui à Meíape (ou Meaípe, sei lá);
Acordei cedo sem fazer barulho enquanto você ainda dormia o sono dos justos;
Carreguei todas as malas enquanto você só levava a sua nécessaire;
Te acompanhei a eventos sociais me sentindo um peixe fora d'água, mas eu fiquei ali firme e forte;
Me perdi entre os teus “vira aqui” (que significa direita) e “vira ali” (que significa esquerda);
Experimentei roupa a contragosto porque você queria que eu experimentasse;
Tive ataque de raiva por causa de uma lata de cerveja rolando dentro do carro enquanto procurava lugar pra estacionar o carro;
Não me despedi direito de você em algumas vezes;
Pedi desculpas pela minha ignorância prêt-à-porter, pois não sou nenhum Jacques Leclair ou um Victor Valentino;
Achei que ia ser (novamente) abandonado longe de casa. Por isso eu fiz a melhor caipirinha até então por mim já feita e decidi que, embriagando-me, não sentiria os efeitos da “perda” e da solidão.
Bastante coisa, não? E vou lhe confessar algo: Não reclamo de nada.
Enfim.
Sobrevivi, estou aqui, não fugi, sempre voltei e novamente a encontrarei.
Parafraseando, num momento brega, o rei, “se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi”.
Te guiei, falando contigo ao celular, pelo aeroporto para que você pudesse me achar. (Não, não era pique - esconde ou aquela brincadeira “tá quente, tá frio”);
Peguei avião, despachei bagagem no porão a contragosto, sacolejei uma noite inteira num ônibus, aguentei mau humor de atendente de locadora de veículo;
Dirigi debaixo de chuva torrencial ou então sob um calor infernal numa sauna prata da marca Chevrolet por intermináveis 6 horas com a tia (Tia Marta, adoro você!) falando pelo cotovelos;
Conheci o sogro (que já é meu aliado), a sogra (que me adora), o filho canino (que às vezes não me reconhece e late p/ mim), os irmãos, as cunhadas, as sobrinhas e o sobrinho;
Comi o churrasco feito pelo irmão ciumento, cai no conto-do-vigário do irmão preguiçoso;
Comi fatuche porque nunca tinha experimentado, pastel tarde da noite só porque você o tinha feito, não comi a muqueca do Curuca por motivos até hoje incertos, comi filé ao molho madeira quando o carro-chefe do restaurante era bacalhau, comi pizza marguerita insossa e comi o seu pastel de metro porque você não agüentou comê-lo;
Fui à Guarapari, ao Maracanã, à Botafogo, à Urca, ao Flamengo e conheci Castelo, Domingos Martins, Marechal Floriano, Cachoeiro do Itapemirim, São José das Torres, Iconha e uns tantos outros povoados fluminenses e capixabas. Mas, não fui à Meíape (ou Meaípe, sei lá);
Acordei cedo sem fazer barulho enquanto você ainda dormia o sono dos justos;
Carreguei todas as malas enquanto você só levava a sua nécessaire;
Te acompanhei a eventos sociais me sentindo um peixe fora d'água, mas eu fiquei ali firme e forte;
Me perdi entre os teus “vira aqui” (que significa direita) e “vira ali” (que significa esquerda);
Experimentei roupa a contragosto porque você queria que eu experimentasse;
Tive ataque de raiva por causa de uma lata de cerveja rolando dentro do carro enquanto procurava lugar pra estacionar o carro;
Não me despedi direito de você em algumas vezes;
Pedi desculpas pela minha ignorância prêt-à-porter, pois não sou nenhum Jacques Leclair ou um Victor Valentino;
Achei que ia ser (novamente) abandonado longe de casa. Por isso eu fiz a melhor caipirinha até então por mim já feita e decidi que, embriagando-me, não sentiria os efeitos da “perda” e da solidão.
Bastante coisa, não? E vou lhe confessar algo: Não reclamo de nada.
Enfim.
Sobrevivi, estou aqui, não fugi, sempre voltei e novamente a encontrarei.
Parafraseando, num momento brega, o rei, “se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi”.
Só o que me interessa
Me traz o teu sossego
Atrasa o meu relógio
Acalma a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussurre em meu ouvido
Só o que me interessa
(É o que me interessa - Lenine)
Atrasa o meu relógio
Acalma a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussurre em meu ouvido
Só o que me interessa
(É o que me interessa - Lenine)
20 maio, 2010
Amor bastante
quando eu vi você
tive uma idéia brilhante
foi como se eu olhasse
de dentro de um diamante
e meu olho ganhasse
mil faces num só instante
basta um instante
e você tem amor bastante
um bom poema leva anos
cinco jogando bola,
mais cinco estudando sânscrito,
seis carregando pedra,
nove namorando a vizinha,
sete levando porrada,
quatro andando sozinho,
três mudando de cidade,
dez trocando de assunto,
uma eternidade, eu e você,
caminhando junto
(Paulo Leminski)
tive uma idéia brilhante
foi como se eu olhasse
de dentro de um diamante
e meu olho ganhasse
mil faces num só instante
basta um instante
e você tem amor bastante
um bom poema leva anos
cinco jogando bola,
mais cinco estudando sânscrito,
seis carregando pedra,
nove namorando a vizinha,
sete levando porrada,
quatro andando sozinho,
três mudando de cidade,
dez trocando de assunto,
uma eternidade, eu e você,
caminhando junto
(Paulo Leminski)
18 maio, 2010
Bem no fundo
No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria de ver nossos problemas
resolvidos por decreto
a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo
extinto por lei todo o remorso,
maldito seja que olhas pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais
mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.
(Paulo Leminski)
bem lá no fundo,
a gente gostaria de ver nossos problemas
resolvidos por decreto
a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo
extinto por lei todo o remorso,
maldito seja que olhas pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais
mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.
(Paulo Leminski)
13 maio, 2010
Para sempre
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará semprejunto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.”
(Carlos Durmmond de Andrade)
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará semprejunto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.”
(Carlos Durmmond de Andrade)
Demorei...
... mas voltei!
E com homenagem (atrasada, eu sei) às mães.
Principalmente, a senhora sedizente minha mãe, a ilustre Dona Rose, que com sua simplicidade, braveza (no sentido nada bíblico da palavra) e valentia me ensina coisas de grande valor.
That's all!
E com homenagem (atrasada, eu sei) às mães.
Principalmente, a senhora sedizente minha mãe, a ilustre Dona Rose, que com sua simplicidade, braveza (no sentido nada bíblico da palavra) e valentia me ensina coisas de grande valor.
That's all!
24 dezembro, 2009
Hora do balanço
Sentado aqui na frente do pc me deu uma daquelas vontades incríveis de chorar, assim mesmo, horas antes da ceia de Natal.
Não sei ao certo o motivo, mas arrisco uns palpites:
- Bichice! (isso quem diria é o Sr. André Zin Ogrofofo da Casa do Ogro);
- Saudade de quem está longe, de quem se foi e não volta mais, de que nem disse "Bye bye, so long, farewell";
- Alegria;
- Sentimento de dever cumprido;
- Tudoissojuntoaomesmotempoagora... Por que não?
É isso.
O ano passou e o 5º ano chegou. E eu estou lá, depois de um pequeno atraso de 1 ano.
De uma forma ou de outra foi uma conquista.
A melhor turma de amigos foi embora e agora, quiçá, só nos encontraremos como partes diferentes, cada uma de lado de uma relação processual nem sempre tranquila.
Enfim. É a vida, não? Vamos vivê-la.
Lá se foi mais um ano... Talvez este seja o derradeiro post no blog deste ano que se finda.
Assim, se eu não os vir mais desejo a todos boas festas!
Não sei ao certo o motivo, mas arrisco uns palpites:
- Bichice! (isso quem diria é o Sr. André Zin Ogrofofo da Casa do Ogro);
- Saudade de quem está longe, de quem se foi e não volta mais, de que nem disse "Bye bye, so long, farewell";
- Alegria;
- Sentimento de dever cumprido;
- Tudoissojuntoaomesmotempoagora... Por que não?
É isso.
O ano passou e o 5º ano chegou. E eu estou lá, depois de um pequeno atraso de 1 ano.
De uma forma ou de outra foi uma conquista.
A melhor turma de amigos foi embora e agora, quiçá, só nos encontraremos como partes diferentes, cada uma de lado de uma relação processual nem sempre tranquila.
Enfim. É a vida, não? Vamos vivê-la.
Lá se foi mais um ano... Talvez este seja o derradeiro post no blog deste ano que se finda.
Assim, se eu não os vir mais desejo a todos boas festas!
20 dezembro, 2009
Prestidigitação*
Então ela me diz:
" - Não há de ser nada, estou sentindo isso..."
E não acontece nada mesmo! Incrível não?
Que sexto sentido aguçado é esse?
* Ou aquilo que desafia as leis físicas e lógicas e toda a explicação racional de algo.
" - Não há de ser nada, estou sentindo isso..."
E não acontece nada mesmo! Incrível não?
Que sexto sentido aguçado é esse?
* Ou aquilo que desafia as leis físicas e lógicas e toda a explicação racional de algo.
05 dezembro, 2009
Ele voltou!
Depois de uma temporada do outro lado do mundo "estudando" (ênfase nas aspas!) a pessoa mais cachorra, salafrária, sem-vergonha, cachorra (sim, de novo), paciente, amiga, cachorra (de novo, tem problema não!), ébria contumaz, sumida e irmão que eu não tive (por isso a liberdade ao adjetivá-lo tão "bem") voltou!
Quer dizer, ainda vai voltar. Pelo que eu sei a esse instante (ou pelo menos no interregno temporal que durar a escrita deste post) ele está em algum lugar entre o céu e a terra, mais perto do céu, num avião da British Airways e chega no meio da tarde. Mas o importante é que ele está vindo já!
Quando ele se foi eu escrevi um texto todo bonitinho (bem fru-fru mesmo), saudoso, chorão e que espero que ele o tenha lido várias vezes durante sua ausência, mas dessa vez não vou repetir a dose.
Chega de fazer todos chorarem. Tá na hora de dar um pouco de risada!
Tudo isso pra dizer uma coisa:
Seja bem vindo! (Porra, senti uma falta do ca-ra-le-o de você viu!)
Quer dizer, ainda vai voltar. Pelo que eu sei a esse instante (ou pelo menos no interregno temporal que durar a escrita deste post) ele está em algum lugar entre o céu e a terra, mais perto do céu, num avião da British Airways e chega no meio da tarde. Mas o importante é que ele está vindo já!
Quando ele se foi eu escrevi um texto todo bonitinho (bem fru-fru mesmo), saudoso, chorão e que espero que ele o tenha lido várias vezes durante sua ausência, mas dessa vez não vou repetir a dose.
Chega de fazer todos chorarem. Tá na hora de dar um pouco de risada!
Tudo isso pra dizer uma coisa:
Seja bem vindo! (Porra, senti uma falta do ca-ra-le-o de você viu!)
20 novembro, 2009
Eu queria...
O que eu queria mesmo, de verdade, era ser piloto de avião.
Entendo um monte de coisas desse tal mundo aéreo e tudo o mais.
Mas não vai dar, pelo menos nessa vida.
Vou mesmo é operar o Direito, a "disciplina da convivência humana" e pronto.
Hum...
Droga, eu ainda piloto um avião!
Entendo um monte de coisas desse tal mundo aéreo e tudo o mais.
Mas não vai dar, pelo menos nessa vida.
Vou mesmo é operar o Direito, a "disciplina da convivência humana" e pronto.
Hum...
Droga, eu ainda piloto um avião!
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