O que se espera de uma pessoa que chega em casa às 2h da manhã de uma sexta, fica peticionando (isso está se tornando um vício já) até às 3h, vai se deitar e está de pé às 7h do sábado para ir a aula na faculdade e ficar lá até às 11h40?
Que ela volte pra casa e durma o resto da tarde até o olho abrir, certo? Errado.
Ainda mais se na volta para casa ele encontra 4 garotos jogando taco (ou bet, depende de onde você foi criado) e nele bate algo que o remete à infância e daí então ele resolve pedir para jogar.
Depois de algumas tacadas, alguns arremessos, alguns "ô tio" dito pelos garotos e alguns ensinamentos passados pelo "tio" mais experimentado no "esporte", o que restou?
Um pouquinho de cansaço (passageiro) causado pela vida sedentária do "tio" que do nada resolveu ficar correndo de um lado pro outro dando tacadas numa bolinha.
Estou ficando velho? Não, estou é ficando experiente mesmo.
É, quase 27...
18 abril, 2009
12 abril, 2009
Ela vem vindo...
E eis que surge ela em todo seu esplendor. Com aquele sorriso fácil que nem sempre quer dizer algo bom. Com aquele seu jeito de menina tímida, mas que sabe muito bem o que quer de mim.
Lá vem ela....
SEMANA DE PROVAS!
E que ela venha com tudo, mesmo eu não estando tão preparado quanto eu deveria e gostaria.
Lá vem ela....
SEMANA DE PROVAS!
E que ela venha com tudo, mesmo eu não estando tão preparado quanto eu deveria e gostaria.
02 abril, 2009
Elogio
E não é que esse "monstrinho" que vos escrevo recebeu um elogio?
Na verdade, foi um elogio dirigido ao autor dele, não a ele exatamente.
Mas, impossível é desmembrar-se um do outro. A criatura segue a sorte de seu criador.
(No Direito isso é quase da mesma forma: O acessório segue a sorte do principal. Exceto quando a natureza do principal é diversa da do acessório. Enfim, vocês não precisam mesmo saber disso, só eu).
P.S. - Em tempo: Srta. Patrícia Pirota, esse post é dedicado a você... Thank's!
Na verdade, foi um elogio dirigido ao autor dele, não a ele exatamente.
Mas, impossível é desmembrar-se um do outro. A criatura segue a sorte de seu criador.
(No Direito isso é quase da mesma forma: O acessório segue a sorte do principal. Exceto quando a natureza do principal é diversa da do acessório. Enfim, vocês não precisam mesmo saber disso, só eu).
P.S. - Em tempo: Srta. Patrícia Pirota, esse post é dedicado a você... Thank's!
30 março, 2009
Aceitarás o amor como eu o encaro?
Aceitarás o amor como eu o encaro ?...
...Azul bem leve, um nimbo, suavemente
Guarda-te a imagem, como um anteparo
Contra estes móveis de banal presente.
Tudo o que há de melhor e de mais raro
Vive em teu corpo nu de adolescente,
A perna assim jogada e o braço, o claro
Olhar preso no meu, perdidamente.
Não exijas mais nada. Não desejo
Também mais nada, só te olhar, enquanto
A realidade é simples, e isto apenas.
Que grandeza... a evasão total do pejo
Que nasce das imperfeições.
O encanto
Que nasce das adorações serenas.
(Mário de Andrade)
...Azul bem leve, um nimbo, suavemente
Guarda-te a imagem, como um anteparo
Contra estes móveis de banal presente.
Tudo o que há de melhor e de mais raro
Vive em teu corpo nu de adolescente,
A perna assim jogada e o braço, o claro
Olhar preso no meu, perdidamente.
Não exijas mais nada. Não desejo
Também mais nada, só te olhar, enquanto
A realidade é simples, e isto apenas.
Que grandeza... a evasão total do pejo
Que nasce das imperfeições.
O encanto
Que nasce das adorações serenas.
(Mário de Andrade)
23 março, 2009
1 mês...
Pois é.
Esse é o tempo que falta para o meu aniversário.
Não vou ficar fazendo agora um balanço e tampouco uma retrospectiva (não tô morrendo porra!!!), mas preciso pensar em algumas coisas do tipo as provas da faculdade que terei nesse meio tempo, os possíveis lugares em que pretendo celebrar a "famigerada" data, em como dar um xeque-mate em assuntos sentimentais, escolher a camisa-gravata-sapato pra um casamento e outras cositas más...
Quanto tempo será que demora 1 mês pra passar?
Esse é o tempo que falta para o meu aniversário.
Não vou ficar fazendo agora um balanço e tampouco uma retrospectiva (não tô morrendo porra!!!), mas preciso pensar em algumas coisas do tipo as provas da faculdade que terei nesse meio tempo, os possíveis lugares em que pretendo celebrar a "famigerada" data, em como dar um xeque-mate em assuntos sentimentais, escolher a camisa-gravata-sapato pra um casamento e outras cositas más...
Quanto tempo será que demora 1 mês pra passar?
20 março, 2009
Não é...
Não é a pressa, mas sim a urgência.
Não é a vontade, mas sim o desejo.
O que são essas palavras? Boa pergunta. Sonhei com elas na madrugada retrasada, e com mais algumas outras coisas e pessoas, e acordei com isso na cabeça. Noite de insônia punk viu...
Mas até que rendeu uma poesia. Tosca, mas uma poesia, oras!
Não é a vontade, mas sim o desejo.
O que são essas palavras? Boa pergunta. Sonhei com elas na madrugada retrasada, e com mais algumas outras coisas e pessoas, e acordei com isso na cabeça. Noite de insônia punk viu...
Mas até que rendeu uma poesia. Tosca, mas uma poesia, oras!
19 março, 2009
E essa chuva hein?
São Paulo te lembra o quê?
Essa resposta dá margem à múltiplas respostas.
Mas, mais precisamente agora no mês de março, São Paulo me lembra caos. Pau, pedra, fim do caminho.
Na terça houve um dilúvio. Maior que esse só me recordo de um em 1999 que alagou o túnel do Anhangabaú. Fiquei 2 horas para percorrer 10 km que faço fácil em 15 minutos. E olha que eu tive sorte, ainda mais por estar no ABC, epicentro da coisa toda. Sorte que era St. Patrick's day, assim pude comemorar devidamente a data sem peso na consciência de que estivesse faltando as aulas, que aliás foram suspensas.
Ontem, quarta, choveu novamente. Mas só para dar um susto.
Não vou entrar no mérito da questão das enchentes, do descaso público, das pessoas que perdem seus bens, suas vidas e de todo o blábláblá congênere.
A única pergunta é: E essa chuva hein?
Parafraseando o poeta, "são as águas de março fechando o verão..."
Essa resposta dá margem à múltiplas respostas.
Mas, mais precisamente agora no mês de março, São Paulo me lembra caos. Pau, pedra, fim do caminho.
Na terça houve um dilúvio. Maior que esse só me recordo de um em 1999 que alagou o túnel do Anhangabaú. Fiquei 2 horas para percorrer 10 km que faço fácil em 15 minutos. E olha que eu tive sorte, ainda mais por estar no ABC, epicentro da coisa toda. Sorte que era St. Patrick's day, assim pude comemorar devidamente a data sem peso na consciência de que estivesse faltando as aulas, que aliás foram suspensas.
Ontem, quarta, choveu novamente. Mas só para dar um susto.
Não vou entrar no mérito da questão das enchentes, do descaso público, das pessoas que perdem seus bens, suas vidas e de todo o blábláblá congênere.
A única pergunta é: E essa chuva hein?
Parafraseando o poeta, "são as águas de março fechando o verão..."
13 março, 2009
A essa hora...
A essa hora, depois de finalizar uma contestação manuscrita (pasmen, eu ainda manejo papel e caneta para certas coisas que eu poderia fazer no lépti toq) a cabeça tá a mil, pensando em mil coisas/fatos/pessoas ao mesmotempotudojuntoagora...
No meio disso tudo ainda arrumei saco (ops, ânimo. Que me desculpem os recatados e as mocinhas) para estrear a minha "falta de tato" com este instrumento e quebrar um pouco a rotina das poesias (que vira-e-mexe estarão sempre presentes, of course).
Qualquer dia desses eu conto o porque comecei a escrever esse "monstrinho", prometo. Agora não. Estou muito ocupado com um princípio de insônia e pensando em algo a respeito dela que vem me fazendo rir e sentir-me bem... E cujo o motivo para isso eu ainda não sei exatamente.
No mais é isso aí. Um beijo pro meu pai, pra minha mãe e pra você!
P.S. - E começa a chover lá fora...
No meio disso tudo ainda arrumei saco (ops, ânimo. Que me desculpem os recatados e as mocinhas) para estrear a minha "falta de tato" com este instrumento e quebrar um pouco a rotina das poesias (que vira-e-mexe estarão sempre presentes, of course).
Qualquer dia desses eu conto o porque comecei a escrever esse "monstrinho", prometo. Agora não. Estou muito ocupado com um princípio de insônia e pensando em algo a respeito dela que vem me fazendo rir e sentir-me bem... E cujo o motivo para isso eu ainda não sei exatamente.
No mais é isso aí. Um beijo pro meu pai, pra minha mãe e pra você!
P.S. - E começa a chover lá fora...
27 fevereiro, 2009
Explicação do Fato Parte II
Também tenho uma noite em mim tão escura
que nela me confundo e paro
e em adágio cantabile pronuncio
as palavras da nênia ao meu defunto,
perdido nele, o ar sombrio.
(Me reconheço nele e me apavoro)
Me reconheço nele,
não os olhos cerrados, a boca falando cheia,
as mãos cruzadas em definitivo estado, se enxergando,
mas um calor de cegueira que se exala dele
e pronto: ele sou eu,
peixe boi devolvido à praia, morto,
exposto à vigilância dos passantes.
Ali me enxergo, à força no caixão do mundo
sem arabescos e sem flores.
Tenho muito medo. Mas acordo e a máquina me engole.
E sou apenas um homem caminhando
e não encontro em minha vestimenta
bolsos para esconder as mãos, armas, que, mesmo frágeis,
me ameaçam.
Como não ter medo?
Uma noite escura sai de mim e vem descer aqui
sobre esta noite maior e sem fantasmas.
Como não morrer de medo se esta noite é fera
e dentro dela eu também sou fera e me confundo nela
e ainda insisto?
Não é viável.
Nem eu mesmo sou viável, e como não? Não sou.
O que é viável não existe, passou há muito tempo
e eram manhãs e tardes e manhãs com sol e chuva e eu menino.
Eram manhãs e tardes e manhãs sem pernas
que escorriam em tardes e manhãs sem pernas
e eu sentado num tanque absurdamente posto no meio da rua,
menino sentado sem a preocupação da ida.
E era todo dia.
Havia sol
e eu o sabia
sol: era de dia
Havia uma alegria
do tamanho do mundo
e era dia no mundo.
Havia uma rua
(debaixo dum dia)
e um tanque.
Mas agora é noite até no sol.
(Torquato Neto)
que nela me confundo e paro
e em adágio cantabile pronuncio
as palavras da nênia ao meu defunto,
perdido nele, o ar sombrio.
(Me reconheço nele e me apavoro)
Me reconheço nele,
não os olhos cerrados, a boca falando cheia,
as mãos cruzadas em definitivo estado, se enxergando,
mas um calor de cegueira que se exala dele
e pronto: ele sou eu,
peixe boi devolvido à praia, morto,
exposto à vigilância dos passantes.
Ali me enxergo, à força no caixão do mundo
sem arabescos e sem flores.
Tenho muito medo. Mas acordo e a máquina me engole.
E sou apenas um homem caminhando
e não encontro em minha vestimenta
bolsos para esconder as mãos, armas, que, mesmo frágeis,
me ameaçam.
Como não ter medo?
Uma noite escura sai de mim e vem descer aqui
sobre esta noite maior e sem fantasmas.
Como não morrer de medo se esta noite é fera
e dentro dela eu também sou fera e me confundo nela
e ainda insisto?
Não é viável.
Nem eu mesmo sou viável, e como não? Não sou.
O que é viável não existe, passou há muito tempo
e eram manhãs e tardes e manhãs com sol e chuva e eu menino.
Eram manhãs e tardes e manhãs sem pernas
que escorriam em tardes e manhãs sem pernas
e eu sentado num tanque absurdamente posto no meio da rua,
menino sentado sem a preocupação da ida.
E era todo dia.
Havia sol
e eu o sabia
sol: era de dia
Havia uma alegria
do tamanho do mundo
e era dia no mundo.
Havia uma rua
(debaixo dum dia)
e um tanque.
Mas agora é noite até no sol.
(Torquato Neto)
20 fevereiro, 2009
É preciso sempre deixar um pouco de desejo
É preciso deixar sempre um pouco de desejo nas pontas dos dedos para tocar o corpo da mulher amada quando ela se foi mas ficaram o cheiro do seu suor nas dobras do lençol, seu sorriso que espia do espelho, a escova e o batom esquecidos (?) para nos lembrar.
É preciso deixar sempre um pouco de desejo nas pontas dos dedos para beliscar as cordas do violoncelo olvidado no canto da sala e arrancar seus gemidos plangentes e outonais que não eram ouvidos nunca mais.
É preciso deixar sempre um pouco de desejo nas pontas dos dedos para na ilha naufragada afagar a capa de couro do livro levado na algibeira, cheirá-lo, repassar suas folhas uma a uma e não ler a última jamais.
É preciso deixar sempre um pouco de desejo nas pontas dos dedos para alçar voo do chão cativo, palmilhar um pedacinho de inferno e um pedacinho de paraíso.
(Antonio Carlos A. Gama)
É preciso deixar sempre um pouco de desejo nas pontas dos dedos para beliscar as cordas do violoncelo olvidado no canto da sala e arrancar seus gemidos plangentes e outonais que não eram ouvidos nunca mais.
É preciso deixar sempre um pouco de desejo nas pontas dos dedos para na ilha naufragada afagar a capa de couro do livro levado na algibeira, cheirá-lo, repassar suas folhas uma a uma e não ler a última jamais.
É preciso deixar sempre um pouco de desejo nas pontas dos dedos para alçar voo do chão cativo, palmilhar um pedacinho de inferno e um pedacinho de paraíso.
(Antonio Carlos A. Gama)
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